Atualmente, ouve-se muito as empresas, os meios acadêmicos e sociedade em geral falar em produtos biodegradáveis, porém, não só pensando no conceito, a palavra está fazendo com que as empresas se conscientizem para utilizar materiais biológicos para produzir os chamados produtos biodegradáveis. Materiais esses que são decompostos pela ação de organismos vivos, portanto, admite-se que os resíduos da decomposição não são tóxicos. 


Devido a produção em larga escala no Brasil de etanol a partir da cana-de-açúcar, tem-se, consequentemente, a geração de uma gama de subprodutos, o que tem despertado nos pesquisadores e indústrias a realização de estudos, a fim de desenvolver novas alternativas de utilização desses materiais orgânicos. Como exemplo, pode-se citar o plástico biodegradável popularmente chamado de “plástico verde”, feito por meio de ações de bactérias sobre o bagaço da cana-de-açúcar. 

Entre os benefícios e importância ambiental de se produzir o plástico verde, é que além de ser um plástico biodegradável feito a partir de matéria prima renovável, é possível reaproveitar resíduos que seriam descartados. Um outro benefício interessante a ser citado é que o bioplástico pode ser usado na fabricação de vários embalagens e produtos descartáveis, na fabricação de cápsulas de medicamentos, além da possibilidade de entrar em contato direto com organismo de pessoas e animais sem causar danos. 

O processo químico para geração desse recurso renovável vem sendo testado criando a possibilidade de inserir um novo segmento no mercado, o de insumos plástico para PET. Este possui uma demanda de milhões e toneladas por ano por ser muito usado em garrafas de bebidas. Pensando nesse enorme consumo de garrafas plásticas e que o polietileno verde captura e fixa gás carbônico da atmosfera durante a sua produção, colaborando para a redução da emissão dos gases causadores do efeito estufa, fica o questionamento: seria esse o grande boom para a economia sustentável do planeta? 

Autora:Heloísa Helena Chiquetto Marega