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Onde teve início a metodologia Lean Seis Sigma?

Qual a diferença entre o Lean e o Seis Sigma?

Você sabe quais benefícios o Lean Seis Sigma pode trazer para sua empresa?

Porque as empresas buscam cada vez mais trabalhar com processos Seis Sigma, independente da área de atuação?

Neste texto, explicaremos sobre a história e o funcionamento da metodologia Lean Seis Sigma, que vem se tornando cada vez mais um diferencial competitivo para as empresas do mundo todo, englobando todos os setores da economia (primário, secundário e terciário) e também, todas as áreas de atuação. Por isso, não deixe de acompanhar este conteúdo, onde responderemos as perguntas acima e muito mais.

Surgimento da metodologia

O Lean Seis Sigma consiste na união de duas metodologias independentes mas que se complementam muito bem. A primeira metodologia em questão é o Lean, também conhecida como Lean Manufacturing ou Sistema Enxuto de Manufatura, que teve origem no Japão na década de 1950 e foi aperfeiçoada pela Toyota. Com isso, a Toyota se tornou pioneira nesta metodologia, que consiste em analisar todo o fluxo do processo e, posteriormente, eliminar todas as atividades que não agregam valor ao produto final. Visando assim, aumentar a velocidade da produção e remover as atividades desnecessárias do processo. Com isso, a ideia principal do Lean é otimizar e tornar enxuto todo o processo produtivo.

Por outro lado, o Seis Sigma, teve origem na Motorola e surgiu apenas na década de 1980. Além disso, a General Electric (GE), aperfeiçoou e implementou o Seis Sigma em seus processos, criando um case de sucesso da metodologia. Com a finalidade de aumentar a satisfação do cliente, o Seis Sigma visa diminuir a variação dos processos. Como resultado, os processos apresentam variação dentro dos limites de especificação do cliente, aumentando a satisfação dos mesmos.

Etapas da implementação

Em resumo, o Lean Seis Sigma foca tanto nas necessidades dos clientes quanto na melhoria dos processos. Como resultado temos o aumento do nível sigma e, consequentemente, a diminuição da variabilidade dos processos: diminuição das falhas, redução dos custos e aumento da satisfação dos clientes, assim como aumento do lucro. Para alcançar estes resultados, a metodologia utilizada nos projetos Lean Seis Sigma é o DMAIC, que consiste nas seguintes etapas:

Definir

Nesta primeira etapa do projeto, serão definidos os objetivos e as metas a serem alcançadas. Além disso, é feito um levantamento de todas as áreas envolvidas e necessárias para o bom andamento do projeto. Ainda nesta etapa é elaborado o project charter, contendo qual o impacto no negócio, a definição do problema, a definição do objetivo, o escopo do projeto, o cronograma e a seleção do time de trabalho. A pergunta a ser respondida na etapa Definir é: O que deve ser solucionado? Algumas ferramentas que podem ser utilizadas na etapa são: SIPOC, VOC/VOB e Gráfico de Pareto.

Medir

Esta etapa está diretamente ligada com a análise da capacidade do processo. Para isso, o processo é mapeado e em seguida simplificado, eliminando as atividades que não agregam valor (NVA). Por fim, é necessário planejar e validar a coleta de dados do processo, a fim de trabalhar com dados confiáveis. Também na etapa Medir, é calculado a capacidade atual do processo, para identificar o quão bom o processo é no momento. Assim, a pergunta a ser respondida nesta etapa é: O quanto meu processo é capaz? As ferramentas que podem ser utilizadas são: Diagrama e Matriz Causa-Efeito, Fluxograma e Cartas de Controle.

Analisar

Entrando nesta etapa, vamos analisar se as mudanças realizadas durante a etapa medir balancearam o processo. Ou seja, será verificado quais são os gargalos do nosso processo. Além disso, nessa etapa, também é necessário realizar o levantamento das causas raízes que geram os gargalos identificados ou o desbalanceamento da linha. A questão a ser respondida na etapa Analisar é: O que causa os meus problemas? Dentro dessa etapa podemos utilizar as ferramentas: 5 Porquês, Análise de Layout e FMEA.

Melhorar (Improve)

Seguindo o fluxo do projeto, primeiramente identificamos o que deve ser solucionado e analisamos o quanto o processo é capaz. Em seguida, descobrimos qual é a real causa dos meus problemas e nesta etapa é onde vamos agir. Na etapa Melhorar, é necessário pesquisar quais os fatores que interferem no desempenho do processo em questão. Além disso, é preciso encontrar quais as melhores soluções para os fatores descobertos e analisar quais os resultados da aplicação das soluções. Finalmente, deve-se planejar a aplicação das soluções pensadas nesta etapa, ou seja, como será a implementação das melhorias. A pergunta que deve ser respondida nesta etapa é: O que podemos fazer? As ferramentas que normalmente são utilizadas para alcançar os resultados desejados dessa etapa são: Brainstrom, Diagrama de Afinidade e 5W2H.

Controlar

Na última etapa do projeto Lean Seis Sigma, é realizado um estudo a respeito de novos controles para garantir a continuidade dos ganhos do projeto. Também devemos analisar como podemos implementar e difundir as aplicações deste projeto em outras áreas ou setores. Finalizando, recalculamos a capacidade do processo para identificarmos se, com as mudanças realizadas, atingimos os objetivos traçados no início do projeto. A questão que devemos responder na etapa Controlar é: Como prosseguir com os ganhos? Podem ser utilizadas as seguintes ferramentas: 5S, Cartas de Controle e Matriz de Controle.

Lean Seis Sigma na prática

Utilizando o mesmo princípio do Lean Seis Sigma, outras metodologias se diferem de acordo com o tempo de execução e a complexidade do problema. Caso a oportunidade identificada tenha uma solução clara, podemos utilizar uma metodologia mais enxuta como o Kaizen. Nesse sentido, em uma oportunidade clara e fácil, um projeto Kaizen 1 (K1) é o mais indicado. Caso a oportunidade seja clara, porém com uma complexidade um pouco maior, é indicado o Kaizen 2 (K2). Por outro lado, caso a oportunidade não seja clara e nem simples, utilizamos o Lean Seis Sigma. Em contrapartida, se a oportunidade requer um novo produto ou serviço, é utilizado o Design for Lean Seis Sigma. Esta última utiliza uma metodologia parecida com a vista nesse texto, conhecida como DMADV.

Considerada uma metodologia complexa, o Lean Seis Sigma apresenta alguns desafios em sua implementação. O maior deles pode ser considerado a cultura interna das empresas. Desse modo, empresas com uma grande resistência à mudanças podem comprometer a implementação de projetos como o Lean Seis Sigma, principalmente por poder envolver grandes mudanças, rápidas e/ou radicais. Por isso, uma equipe externa com uma boa gestão de mudanças pode facilitar no andamento do projeto. Dessa forma, a chance de se alcançar os resultados esperados pelo projeto aumentam consideravelmente. Resultados dentre os quais podemos citar: diminuição na variabilidade do processo e consequentemente aumento na satisfação dos clientes, redução de custos, falhas e desperdícios e como resultado otimização do processo e aumento do lucro.

Como implementar?

Um projeto Lean Seis Sigma é normalmente executado de 4 a 8 meses. Além disso, é conduzido por pessoas formadas na metodologia, os Belts. Dentre os Belts, existem 4 categorias de formação: Yellow Belt, Green Belt, Black Belt e Master Black Belt. Na Dinâmica Consultoria nossos consultores são todos Green Belts formados e capacitados para a execução de projetos na área. Dessa forma, utilizamos os conceitos e as ferramentas estudadas dentro da metodologia em outras área de atuação, como a Gestão da Manutenção e a Gestão por Processos.

Agora que você sabe mais sobre a importância e os resultados trazidos pelos projetos Lean Seis Sigma, o que está esperando para aplicá-los na sua empresa? Entre em contato conosco e solicite um Diagnóstico Gratuito. Saiba exatamente o que sua empresa precisa para se tornar a melhor do mercado.

Autor: Luiz Capelin