Análise de mercado

O Brasil é um país de empreendedores que buscam o sucesso em suas áreas. Oportunidades de negócios não faltam aqui. A cada ano que passa, novas empresas surgem nos mais diversos segmentos, entre eles startups, lojas de varejo, indústrias, prestadoras de serviços de software, entre outros. Conhecer seu mercado, entender as tendências e perspectivas é de extrema importância para competir nesse cenário.

De acordo com o IBGE, o Produto Interno Bruto teve uma recessão acumulada de 7,2% em 2015 e 2016. A passos lentos, o PIB estava se recuperando desde de 2017, portanto o cenário para 2020 era para um crescimento do PIB de 1,99 %, segundo a consultoria Focus. Entretanto, após a chegada do Covid-19, medidas de isolamento social foram tomadas, influenciando diretamente no desempenho econômico.

Nesse sentido, como ficarão os principais setores em meio a essa crise? Quem vai sentir mais? Quem vai continuar crescendo? Quais regiões serão mais e quais serão menos afetadas?

Essas respostas serão trabalhadas por mim, em nossa nova newsletter de análise de mercado que vai abordar questões como market share, geolocalização e novas tendências de mercado em meio a crise para que você fique por dentro do que está acontecendo. Desta forma, vamos utilizar uma plataforma Big Data, a qual contém alguns dados de empresas brasileiras que podem ser analisados. Clique aqui para ter acesso!

Agroindústria

Quando se fala de Economia brasileira, o agronegócio sempre vem a mente, e não é para menos, 21,4% do PIB nacional depende dessas atividades. E, a agroindústria não fica para trás, sendo o maior setor industrial, o qual movimenta mais de R$ 650 bilhões.

Vindo de crescimentos constantes nos últimos trimestres, o Índice de Produção Agroindustrial deve crescer 0,7% segundo a FGVA agro, mesmo com a crise do covid-19. Tal resultado positivo vem do fato da atividade ser considerada essencial, portanto não foi paralisada pelos governos estaduais. Além disso, a alta do dólar fez com que a queda do faturamento vindo de exportações seja menor.

Construção Civil

Na análise de mercado, o ano passado foi muito positivo e animador para o setor, o PIB que vinha de quedas desde 2014, cresceu 2%. A baixa nos juros do patamar de 11% para 6,5% provocou aumento no número de projetos lançados e vendas. Na bolsa de valores as empresas do setor registraram alta de 106%, em outras palavras, captaram bilhões em investimentos.

Regiões como a de Macapá, Londrina, Campo-Grande, estão recebendo muitos investimentos no setor devido ao agronegócio e a diversificação da economia. No litoral, destaca-se a região de Balneário Camboriú, que possui os maiores edifícios do país. 

Segundo analistas, construtoras voltadas a clientes de baixa renda devem ser as mais resilientes a essa nova situação, dado a sua diversificação geográfica e a demanda crescente na categoria. Quem deve passar sufoco é o mercado de luxo, voltado para as classes A e B, presentes nas principais capitais e no litoral. Diante disso, o segmento deve ter uma queda na receita a partir de 10%.

Embora a preocupação e a provável diminuição de receitas, o cenário a longo-prazo é bom, pois a vantagem das construtoras é ter caixa robusto após a captação de mais de R$ 5,5 bilhões. Isso garante que elas vão dar andamento nos projetos já anunciados e, após a turbulência, voltar a lançar mais projetos.

Novas tendências como o ecodesign e as construções sustentáveis já têm sido usadas há algum tempo na engenharia civil. Além disso, o uso de novas tecnologias com o foco no marketing digital que utilizam campanhas pagas em redes sociais, podem ser o diferencial que vai diminuir os impactos da crise e, portanto, manter a competitividade.

Tecnologia de Informação

O mercado brasileiro de TI vem crescendo mais de 110% nos últimos 10 anos, chegando a movimentar R$ 479 bilhões do PIB em 2018. Dessa forma ocupa a nona posição do mercado no mundo.

Dentro do país, o mercado está concentrado principalmente na região sudeste que possui 60% do mercado. Saindo do eixo São Paulo – Rio, o Distrito Federal com 6,6% e Paraná com 6,5% do mercado vêm ganhando notoriedade de investidores.

Apesar do covid-19 e da provável redução de investimentos neste ano, o setor deve ser um dos primeiros a se recuperar e voltar ao crescimento em 2021. Porém, quem sairá na frente são empresas como a DB1, presente em Maringá, que rapidamente se adaptou ao home-office (como adaptar sua empresa ao home office) e a crescente demanda do varejo por softwares de e-commerce.

Conclusão

De fato, vimos que o mercado brasileiro vai enfrentar as graves consequências de uma  crise como essa. Empresas que não se adaptarem e inovarem a nova realidades, vão passar por problemas. Por outro lado, ainda há muita esperança de que a economia vai  aquecer e crescer muito em 2021.

E, o trabalho não vai parar por aqui! Nunca foi tão importante conhecer seu setor e os diferenciais que podem ser adotados para seguir trabalhando, por isso vou continuar com a análise de mercado, agora em formato de newsletter. Quinzenalmente vou trazer uma análise diferente, começando pelo mercado das novas startups brasileiras.

Por: Bruno Simão